A estratégia da Responsabilidade Social da IGAC (Inspeção-Geral das Atividades Culturais), inspirada na iniciativa europeia “Uma nova narrativa para a Europa” lançada em 2013 pelo então presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, foi materializada no Plano de Ação Participativo para a Responsabilidade Social aprovado em setembro de 2017 e integrado como caso prático da Ficha Setorial da Responsabilidade Setorial nas Entidades Públicas publicada pelo GRACE (Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial) em janeiro de 2018.

Elaborado pelo GTRS (Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social), este documento foi colocado a consulta interna no período compreendido entre 01/15-set-2017, exercício que constituiu por si só uma tomada de consciência do caminho escolhido pela organização: adoção de uma metodologia que primasse pelo envolvimento, auscultação e participação de todos os stakeholders internos. Pelo facto de servir as aspirações humanas da organização, não se trata de um documento fechado mas antes de um “work in progress” em prol de uma democratização da governação institucional.

Aspirando a ser um organismo público pioneiro pela reinvenção da cultura organizacional, a IGAC, através do seu GTRS, visa reeducá-la para torná-la socialmente responsável e com capacidade de aprender a desenvolver as suas práticas quotidianas com base na Felicidade Corporativa de modo a que todos os seus trabalhadores se inspirem, revejam e se apropriem do ambiente de trabalho criado. O Plano foi construído com vista a ser um referencial norteador para as atividades de responsabilidade social a serem desenvolvidas nos anos vindouros, centrando-se em 4 objetivos operacionais (desdobrados em 5 medidas de ação):

  • OBJ. 1 – CAPACITAR os recursos humanos (incluindo toda a cadeia de dirigentes), sensibilizando-os e dando-lhes ferramentas para que estes possam desenvolver competências em áreas cruciais que facilitem a adoção dos princípios da responsabilidade social, nos termos da ISO 26000 (impacto a nível individual);
    • Medida 1 – Valorizar a inteligência coletiva como recurso estratégico
  • OBJ. 2 – REPENSAR as práticas relacionais quotidianas com vista à participação / intervenção dos recursos humanos na construção de uma nova narrativa para a organização (impacto ao nível relacional);
    • Medida 2 – Fomentar uma cultura emocional sustentavel;
    • Medida 3 – (Re)conhecer o grau de compromisso organizacional para com a Responsabilidade Social
  • OBJ. 3 – RENOVAR a cultura organizacional através da introdução de novas práticas e comportamentos (impacto ao nível organizacional);
    • Medida 4 – Cultivar o “corporate wellness” (bem-estar organizacional)
  • OBJ. 4 – AVALIAR o impacto do investimento da organização em responsabilidade social através da criação e implementação de métricas (medição dos impactos).
    • Medida 5 – Medir a inovação organizacional resultante
      da implementação da Responsabilidade Social

Alinhado com a ISO 26000 e com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), este instrumento estratégico da IGAC espelha o projeto humano da organização que sentiu a vontade e necessidade de reinventar-se e de renovar o seu discurso interno (atendendo ao facto de se tratar de um organismo com mais de 180 anos de história…) com vista à construção de uma cultura organizacional 3 i’s – Inspiradora, Inovadora e Inclusiva -, com e para @s [email protected], capaz de preparar a IGAC para assumir o seu papel enquanto organismo-cidadão mediante a adoção de uma conduta alinhada com os quatros pilares do novo modelo de gestão pública de Governo Aberto (refletidos na “Carta Iberoamericana de Gobierno Abierto” do CLAD- Centro Latinoamerciano de Administración para el Desarollo): transparência e acesso à informação pública, prestação de contas públicas, participação cívica e, por último, colaboração e inovação pública e cívica.

A par da preocupação na adoção de práticas que contribuam efetivamente para o bem-estar das pessoas que integram a organização (cf. decorre da NP 4552:2016 – sistema de gestão da conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal), o trabalho de experimentação social – para testar e validar soluções inovadoras em busca de uma nova narrativa organizacional adequada às pessoas do organismo – desenvolvido pelo GTRS ao longo dos últimos dois anos (2017-18), com impacto muito significativo na melhoria do ambiente interno, tem confirmado a aposta estratégica da Direção Superior na relevância desta estrutura para a coesão interna da IGAC.

O GTRS caracteriza-se por ser:

Uma equipa interdepartamental de inovação organizacional com características únicas na IGAC pelo facto de estar legitimada pela Direção Superior para testar soluções de tipologia variada em prol de um bom ambiente de trabalho e daí que a sua forma de trabalhar seja relacional e não linear; agentes facilitadores, aceleradores e educadores da implementação da Responsabilidade Social na organização; designers de um ambiente sustentável em termos de bem-estar organizacional, posicionando-se ao nível da conceção (e não como meros executantes) das estruturas (i.e., ecossistema público inovador);promotores da participação e envolvimento [email protected] [email protected]; advisers da liderança (de topo e intermédia) em matéria de política de Responsabilidade Social.

E-mail de contacto:
[email protected]

Link para o Plano: