Estudo desenvolvido pelo CITE, em 2010, centrado nas mudanças que a educação escolar experimentou relativamente à igualdade de oportunidades de raparigas e rapazes nos seus percursos escolares e no que tem contribuído para uma igualdade no trabalho e no emprego.

Os/as autores/as debruçam-se, ao longo dos capítulos que compõem este estudo, sobre a genealogia da lei da igualdade no trabalho e no emprego desde finais do Estado Novo; a construção da igualdade de homens e mulheres no trabalho e no emprego na lei portuguesa; a evolução das desigualdades entre salários masculinos e femininos, entre outros temas que caracterizam a (des)igualdade de género no trabalho e emprego, de mulheres e homens, em Portugal.

Os/as autores/as concluem que “os processos de manutenção de poder continuam a perpetuar os modelos de representação do masculino e do feminino, espelhando-se na desigualdade que continua a existir entre homens e mulheres na estrutura da hierarquia profissional” e finalizam com um contributo para a mudança, propondo a plena garantia da atribuição do mesmo valor a trabalho pago e a trabalho no âmbito familiar, bem como a redefinição dos conceitos de esfera pública e privada.

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